O grupo escocês entrou no line-up da 4ª edição do Whisky Festival. Eles se apresentaram nos dias 26 e 27 em São Paulo, no Studio SP e hoje em Recife, no clube Nox.
Assisti ao primeiro show da banda no Brasil na quarta-feira. Passei cerca de duas horas e meia esperando a banda chegar, não quis sair do meu lugar, pois aguardava vê-los cara a cara. Uma e pouco da madrugada o show começa: O guitarrista Kenny McKeeve sobe ao palco com uma taça de vinho, a tecladista Carey Lander com uma cerveja e a líder da banda, Tracyanne Campbell, com um copo de uísque. Timidamente Tracy nos cumprimenta e dá início a primeira música My Maudlin Career, homônima ao último disco da banda, lançado no ano passado (2009).
Até agora quase ninguém comentou (ou simplesmente ignorou este fato), mas o som não estava lá os melhores, Tracyanne reclamou discretamente (mas não tão discretamente para quem estava bem na frente dela, como eu) com os membros da banda que o som, principalmente do violão, não estava legal. O show seguiu com Tears for Affairs, I Don't do Crowds, Teenager, French Navy – single do último disco, que no meio da música Tracy (sim, vou falar sobre ela o texto inteiro) parou de cantar e começou a rir junto com Carey do telão em que estavam send
Jamais esperei por uma vocalista simpática e extrovertida. Sei que a Tracyanne, como ela mesmo disse no final do show, é tímida. Mas não me senti bem ao vê-la rindo sozinha ou com Carey sarcasticamente e reclamando o tempo inteiro –substituindo até o violão pela guitarra numa música. É realmente doloroso escrever isso e não poder provar que ela, principalmente, podia ter feito um show diferente. Não sei quando poderei assistir a banda novamente e infelizmente essa é uma lembrança que terei.
Mesmo com o set recheado de canções do álbum novo, como Forests ans Sands e James, The Sweetest Thing e Swans, a banda incluiu algumas músicas mais antigas, como Comeback Margareth, If Looks Could Kill, Lloyd, I'm Ready To Be Heartbroken - uma das mais aclamadas pelos fãs, que rendeu um lindo momento naquela noite. Senti que a banda também curtiu tocar esta música.
Tracy agradeceu aos fãs por terem sido pacientes e esperado esses anos todos pela banda, perguntou curiosa quem eram o
Quando faltavam algumas músicas no setlist para tocar eles foram embora. Confesso que neste momento já estava um pouco cansada de ver a líder da banda reclamando e cantando quase todas as músicas sem vontade. Mas de repente o baterista Lee Thompson aparece com uma cerveja na mão, o tímido baixista Gavin Dunbar tomando uma Coca-Cola e, Tracy, recuperando suas “forças” num gole de uísque se volta para o público e pergunta: “anybody here want to hear suspended from class?” E percebi que não iria poder tirar minhas conclusões apenas por aquela noite e abandonar tudo o que sinto pela banda, sim, eles tocaram Suspended from Class e eu tive que perdoar Tracy naquele momento.
A noite acabou com o simpático trompetista Barry Brisacone dando um show a parte em Razzle Dazzle Rose, quando ele toma o microfone principal e faz o solo final da música, que durou pouco mais de um minuto. Em seguida a banda agradece timidamente nossa presença, assim como no começo do show e se despede.
Espero não ter que aguardar mais tantos anos para vê-los novamente, mas que seja num lugar melhor, para eles e para os fãs, que certamente gostariam de ver pelo menos um sorriso (sincero) no rosto de Tracy.
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